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Curiosidades sobre Rifaina

Rifaina era antigamente um “porto do rio” que fazia fronteira com a Província de Minas Gerais. Havia aqui, só um local de embarque e desembarque dos carros de bois que vinham carregados de sal Campina (mercadoria mais conhecida na época entre as Províncias de Sao paulo e Minas Gerais).

Devido a isso, era denominado “Porto do Barreirinho”, nome este, conhecido no Estado de Minas Gerais até hoje. Nesta época, utilizava-se para transportar as mercadorias a “Balsa Vogue”; Existia também um pequeno barco a vapor que afundou nas águas do Rio Grande e só foi encontrado com a construção da Usina Hidrelétrica de Peixoto. O transporte de pessoas era efetuado por canoas a remo, que levavam paulistas e traziam mineiros. Depois da denominação “Porto do Barreirinho”, Rifaina foi denominada “Cervo”, isto porque, os doadores do referido patrimônio tinham seus terrenos nas margens direita e esquerda do Ribeirão do mesmo nome.

Dessa forma, o Porto, entre Rifaina e Jaguara, possibilitou efetivamente a ocupação dessa região. Durante as últimas décadas do século XVIII, essa parte das terras próximas ao Rio Grande foi ocupada por moradores rurais, que, dispersos, deram ao porto um movimento considerável.

Este movimento migratório do sul mineiro, em especial da região do Julgado do Desemboque, possibilitou, juntamente com o movimento deste “Porto”, a formação do Arraial do Cervo.

Com a doação das terras e, após a construção da igreja da Capela de Santo Antônio, iniciaram-se as primeiras casas, autorizadas as suas construções pelo primeiro vigário, que era o “Padre Bonifácio de Alexandro”, que divida os lotes mediante aforamento, isto é, de acordo com a área a ser adquirida, a pessoa ficava documentada, com a carta de aforamento, pagando uma mínima taxa anual em benefício da Igreja e as pessoas ficavam como proprietárias do mesmo. Esta taxa era de dois mil réis para cima. Na época, o responsável pelas anuidades era o Sacristão da Igreja. Entretanto, temos conhecimento que o recolhimento deste aforamento era de responsabilidade do cidadão Rifainense Sr. João Borges de Freitas.

antiga Capela de Santo Antônio
antiga Capela de Santo Antônio

Assim, começando a ganhar forma de vila, Rifaina foi denominada “Arraial do Cervo”. Arraial este, que foi marco de encontro dos comerciantes mineiros que vinham comerciar as mercadorias vindas da Província de São Paulo e Campinas.

Eis que desponta, nesta época, uma vida social e comercial intensa no “Arraial do Cervo”. Destacam-se como personagens atuantes os Coronéis pertencentes às famílias: Cassiano Pereira, Pereira Badaró, Pereira Cavalcanti e Ferreira Coelho, considerados pela sua coragem e bravura, ilustres personagens que a história da Rifaina registra. Ainda, muitos outros nomes, que a história de Rifaina deixou de mencionar, foram beneméritos trabalhadores, dos quais os Rifainenses se orgulham. Por força da lei oficial nº 58, de 15 de abril de 1973, o “Arraial do Cervo”, passa a ser denominado “Santo Antônio de Rifaina”. Até então, a iluminação de Santo Antônio de Rifaina era feito à querosene e à lenha.

Em 1887, dava-se a inauguração da Estação Rifaina da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que foi construída em solo doado pelos proprietários das referidas terras que existiam na região de Santo Antônio de Rifaina. Esta estrada de ferro tinha seu início em Campinas (São Paulo) e continuava até Uberaba (Minas Gerais) sendo que, Rifaina era servida pela via do “tronco” do Rio Grande, prolongamento da mesma Companhia construindo aqui uma das mais importantes obras do interior do País, a ponte férrea de Jaguara, datada de 1888 fazia a ligação entre os estados.

No lado mineiro, ergue-se a Estação Jaguara que servia como entreposto, com dois grandes galpões, armazenada diversos insumos. O ramal seguia até a Estação de Sacramento, conhecida como Cipó, a topografia da região não favorecia e não permitia que o vapor subisse a serra para Sacramento, assim, houve um pleito e Sacramento foi a primeira cidade no brasil a contar com uma linha de bondes elétricos. Daí o apelido “passa perto” que Sacramento ganhou nessa época, pois a linha da mogiana seguia serpenteado a planície do Rio Grande e apenas passava perto da cidade mineira. Infelizmente esse tronco do Rio Grande foi extinto com a abertura do ramal de Igarapava/Delta e, após 30 de junho de 1970 com a construção da Usina Hidrelétrica de Jaguara. Com a chegada da Companhia Mogiana, adveio novo surto de progresso e desenvolvimento em Santo Antonio de Rifaina. No lado mineiro, ergue-se a Estação Jaguara que servia como entreposto, com dois grandes galpões, armazenada diversos insumos. O ramal seguia até a Estação de Sacramento, conhecida como Cipó, a topografia da região não favorecia e não permitia que o vapor subisse a serra para Sacramento, assim, houve um pleito e Sacramento foi a primeira cidade no brasil a contar com uma linha de bondes elétricos. Daí o apelido “passa perto” que Sacramento ganhou nessa época, pois a linha da mogiana seguia serpenteado a planície do Rio Grande e apenas passava perto da cidade mineira. Infelizmente esse tronco do Rio Grande foi extinto com a abertura do ramal de Igarapava/Delta e, após 30 de junho de 1970 com a construção da Usina Hidrelétrica de Jaguara. Com a chegada da Companhia Mogiana, adveio novo surto de progresso e desenvolvimento em Santo Antonio de Rifaina.


1 comentário


ndlarumbe
12 de fev.

Bom dia, por favor notar que existe um erro referente a data da mudança do nome.

Por força da lei oficial nº 58, de 15 de abril de 1973, o “Arraial do Cervo”, passa a ser denominado “Santo Antônio de Rifaina”.

O ano está errado, não é 1973 e sim 1873, conforme publicação do ICG (Instituto Cartografico e Geografico do Estado de SP).

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