top of page

All Posts

Encontro regional contará com a presença do secretário de Estado de Turismo, Roberto de Lucena, e reunirá lideranças para avançar no planejamento integrado do setor


A cidade de Pedregulho (SP) será sede, no próximo 26 de fevereiro, às 09h, na Casa da Cultura, de mais uma edição do Fórum Permanente de Turismo da Região Turística Lagos do Rio Grande, instância que vem conduzindo o fortalecimento da governança regional e o planejamento estratégico do setor.


O início das atividades do Fórum em 2026 dá sequência às pautas apresentadas em reunião realizada na Secretaria de Estado de Turismo e Viagens de São Paulo, que contou com a presença da deputada estadual Delegada Graciela, integrante da Comissão de Turismo da ALESP. Na ocasião, o secretário Roberto de Lucena assumiu o compromisso de estar na região para o lançamento do Plano Regional de Turismo, agenda que começa a se concretizar com este encontro em Pedregulho.

Reunião na SETUR SP com Roberto de Lucena e Deputada Delegada Graciela
Reunião na SETUR SP com Roberto de Lucena e Deputada Delegada Graciela

O evento reunirá representantes dos municípios que compõem a região, gestores públicos, empreendedores, instituições e profissionais do turismo, reforçando a importância do diálogo entre o Governo do Estado e as lideranças regionais para o avanço das políticas públicas voltadas ao setor.


De acordo com o presidente do Fórum, Ernani Baraldi, o momento é estratégico para o desenvolvimento regional. “A presença do secretário Roberto de Lucena demonstra o reconhecimento do trabalho que vem sendo construído na Região Turística Lagos do Rio Grande e fortalece nossa caminhada na estruturação da governança, na construção do Plano Regional de Turismo e na consolidação de um destino competitivo e sustentável”, destaca.


A programação reúne uma agenda estratégica voltada ao desenvolvimento integrado do turismo regional. Entre os principais pontos está a estruturação do Plano Regional de Turismo por meio da Instância de Governança Regional (IGR), que irá estabelecer diretrizes, metas e ações para o fortalecimento do setor nos municípios. Também será iniciado o mapeamento de rotas e roteiros turísticos, etapa fundamental para a promoção integrada dos atrativos e para o posicionamento do destino no cenário estadual.

Outro eixo central é o fortalecimento da atuação em rede entre as cidades, ampliando a articulação regional para captação de recursos, qualificação da oferta turística e consolidação da identidade territorial. Como estratégia de integração e valorização dos destinos, o município anfitrião fará a apresentação de seu portfólio turístico, destacando projetos, ações em andamento, potenciais e oportunidades de investimento.

A agenda inclui ainda a participação do secretário de Estado de Turismo e Viagens, que apresentará as diretrizes do turismo paulista para as regiões turísticas, programas de apoio e possibilidades de convênios, consolidando o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento regional.

Com caráter itinerante, o Fórum tem se consolidado como um instrumento permanente de articulação, planejamento e integração entre os municípios, impulsionando o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda e valorização do patrimônio cultural e natural da Região Turística Lagos do Rio Grande.


Serviço

Fórum Permanente de Turismo

Região Turística Lagos do Rio Grande

26 de fevereiro de 20260

9h - Casa da Cultura de Pedregulho/SP Veja com Chegar AQUI



Pinturas Rupestres são destaque em Pedregulho
Pinturas Rupestres são destaque em Pedregulho

 
 
 

Rifaina era antigamente um “porto do rio” que fazia fronteira com a Província de Minas Gerais. Havia aqui, só um local de embarque e desembarque dos carros de bois que vinham carregados de sal Campina (mercadoria mais conhecida na época entre as Províncias de Sao paulo e Minas Gerais).

Devido a isso, era denominado “Porto do Barreirinho”, nome este, conhecido no Estado de Minas Gerais até hoje. Nesta época, utilizava-se para transportar as mercadorias a “Balsa Vogue”; Existia também um pequeno barco a vapor que afundou nas águas do Rio Grande e só foi encontrado com a construção da Usina Hidrelétrica de Peixoto. O transporte de pessoas era efetuado por canoas a remo, que levavam paulistas e traziam mineiros. Depois da denominação “Porto do Barreirinho”, Rifaina foi denominada “Cervo”, isto porque, os doadores do referido patrimônio tinham seus terrenos nas margens direita e esquerda do Ribeirão do mesmo nome.

Dessa forma, o Porto, entre Rifaina e Jaguara, possibilitou efetivamente a ocupação dessa região. Durante as últimas décadas do século XVIII, essa parte das terras próximas ao Rio Grande foi ocupada por moradores rurais, que, dispersos, deram ao porto um movimento considerável.

Este movimento migratório do sul mineiro, em especial da região do Julgado do Desemboque, possibilitou, juntamente com o movimento deste “Porto”, a formação do Arraial do Cervo.

Com a doação das terras e, após a construção da igreja da Capela de Santo Antônio, iniciaram-se as primeiras casas, autorizadas as suas construções pelo primeiro vigário, que era o “Padre Bonifácio de Alexandro”, que divida os lotes mediante aforamento, isto é, de acordo com a área a ser adquirida, a pessoa ficava documentada, com a carta de aforamento, pagando uma mínima taxa anual em benefício da Igreja e as pessoas ficavam como proprietárias do mesmo. Esta taxa era de dois mil réis para cima. Na época, o responsável pelas anuidades era o Sacristão da Igreja. Entretanto, temos conhecimento que o recolhimento deste aforamento era de responsabilidade do cidadão Rifainense Sr. João Borges de Freitas.

antiga Capela de Santo Antônio
antiga Capela de Santo Antônio

Assim, começando a ganhar forma de vila, Rifaina foi denominada “Arraial do Cervo”. Arraial este, que foi marco de encontro dos comerciantes mineiros que vinham comerciar as mercadorias vindas da Província de São Paulo e Campinas.

Eis que desponta, nesta época, uma vida social e comercial intensa no “Arraial do Cervo”. Destacam-se como personagens atuantes os Coronéis pertencentes às famílias: Cassiano Pereira, Pereira Badaró, Pereira Cavalcanti e Ferreira Coelho, considerados pela sua coragem e bravura, ilustres personagens que a história da Rifaina registra. Ainda, muitos outros nomes, que a história de Rifaina deixou de mencionar, foram beneméritos trabalhadores, dos quais os Rifainenses se orgulham. Por força da lei oficial nº 58, de 15 de abril de 1973, o “Arraial do Cervo”, passa a ser denominado “Santo Antônio de Rifaina”. Até então, a iluminação de Santo Antônio de Rifaina era feito à querosene e à lenha.

Em 1887, dava-se a inauguração da Estação Rifaina da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que foi construída em solo doado pelos proprietários das referidas terras que existiam na região de Santo Antônio de Rifaina. Esta estrada de ferro tinha seu início em Campinas (São Paulo) e continuava até Uberaba (Minas Gerais) sendo que, Rifaina era servida pela via do “tronco” do Rio Grande, prolongamento da mesma Companhia construindo aqui uma das mais importantes obras do interior do País, a ponte férrea de Jaguara, datada de 1888 fazia a ligação entre os estados.

No lado mineiro, ergue-se a Estação Jaguara que servia como entreposto, com dois grandes galpões, armazenada diversos insumos. O ramal seguia até a Estação de Sacramento, conhecida como Cipó, a topografia da região não favorecia e não permitia que o vapor subisse a serra para Sacramento, assim, houve um pleito e Sacramento foi a primeira cidade no brasil a contar com uma linha de bondes elétricos. Daí o apelido “passa perto” que Sacramento ganhou nessa época, pois a linha da mogiana seguia serpenteado a planície do Rio Grande e apenas passava perto da cidade mineira. Infelizmente esse tronco do Rio Grande foi extinto com a abertura do ramal de Igarapava/Delta e, após 30 de junho de 1970 com a construção da Usina Hidrelétrica de Jaguara. Com a chegada da Companhia Mogiana, adveio novo surto de progresso e desenvolvimento em Santo Antonio de Rifaina. No lado mineiro, ergue-se a Estação Jaguara que servia como entreposto, com dois grandes galpões, armazenada diversos insumos. O ramal seguia até a Estação de Sacramento, conhecida como Cipó, a topografia da região não favorecia e não permitia que o vapor subisse a serra para Sacramento, assim, houve um pleito e Sacramento foi a primeira cidade no brasil a contar com uma linha de bondes elétricos. Daí o apelido “passa perto” que Sacramento ganhou nessa época, pois a linha da mogiana seguia serpenteado a planície do Rio Grande e apenas passava perto da cidade mineira. Infelizmente esse tronco do Rio Grande foi extinto com a abertura do ramal de Igarapava/Delta e, após 30 de junho de 1970 com a construção da Usina Hidrelétrica de Jaguara. Com a chegada da Companhia Mogiana, adveio novo surto de progresso e desenvolvimento em Santo Antonio de Rifaina.


 
 
 

Os bondes elétricos de Sacramento (MG) foram um importante sistema de transporte no início do século XX, ligando a cidade à estação ferroviária do Cipó (15 km distante), operando de 1913 a 1938, com material importado da Alemanha, e foram cruciais para o escoamento de produtos como café e queijo, com a Antiga Estação dos Bondes sendo um marco histórico tombado e preservado na cidade, assim como a estação do Cipó restaurada.

arquivo - Amir Salomão | Foto restaurando por Lester Scalon
arquivo - Amir Salomão | Foto restaurando por Lester Scalon

História e Funcionamento

  • Início: A linha de 14 km foi inaugurada em 15 de novembro de 1913, conectando a cidade à estação da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, no Cipó, conforme estudos do engenheiro Joaquim Carrão.

  • Importância Econômica: O bonde foi vital para o transporte de mercadorias (arroz, feijão, café, queijo) para São Paulo, impulsionando a economia local.

  • Desativação: O sistema foi desativado em 1938, e a energia, antes fornecida para a linha, foi descontinuada em 1964, com a Companhia Mogiana sendo um ator central nesse desenvolvimento, como detalhado em estudos da ANPUH Patrimônio Histórico

    • Antiga Estação dos Bondes: A edificação original, erguida em 1913, foi tombada pela Prefeitura de Sacramento em 1983 e hoje abriga o Palácio das Artes "Dr. José Zago Filho", sendo um importante ponto de memória da cidade.

    • Estação Ferroviária: A estação ferroviária da Mogiana, distante 15 km da cidade, encontra-se em ruínas, enquanto a estação do bonde é o principal resquício preservado. 

    Legado

    • A história dos bondes de Sacramento é um exemplo da interação entre transporte, urbanismo e economia no interior do Brasil, com estudos acadêmicos da ANPUH explorando seu impacto na comunidade e identidade local


A construção do prédio da Antiga Estação dos Bondes representou um ponto crucial no desenvolvimento da cidade de Sacramento, MG, no início do século XX. O Coronel José Afonso de Almeida, na sua posição de agente executivo da época, teve um papel crucial na construção da Estação dos Bondes, que foi erguida em 1913 e serviu como estação de embarque dos bondes elétricos que ligavam Sacramento-MG à Estação Ferroviária do Cipó. O projeto pioneiro foi concebido pelo engenheiro Joaquim Carrão e se concretizou graças ao financiamento proveniente da venda de apólices e ao investimento de fazendeiros locais, bem como ao aporte de capital vindo da capital Belo Horizonte. A companhia alemã "Bromberg & Companhia" desempenhou um papel central na implantação dos bondes elétricos, que inauguraram suas operações em 15 de novembro de 1913, impulsionados pela energia fornecida pela Usina Cajuru, que forneceu energia à cidade de Sacramento e Conquista durante 50 anos. A construção da Estação dos Bondes proporcionou, também, a instalação de máquinas de beneficiamento de café nas suas proximidades, agilizando significativamente a logística do transporte de grãos para a Estação Ferroviária do Cipó. Além disso, o desenvolvimento econômico atraiu famílias de trabalhadores que passaram a habitar nas circum-adjacências. Esses trabalhadores deveriam não apenas fazer funcionar as máquinas de beneficiamento, mas também desempenhar outras funções, estas relacionadas à operação da estação dos bondes. Essa expansão econômica e urbanística transformou a cidade de forma significativa, consolidando assim a importância da Estação dos Bondes em Sacramento-MG.Entretanto, em 1937, o funcionamento da linha de bondes foi suspenso, a linha teve a venda consumada no ano seguinte, e o processo resultou no abandono da estação. Em 1983, a estrutura foi devidamente tombada como patrimônio histórico municipal e, um ano depois, passou por um minucioso processo de restauração, ressurgindo sob a nova denominação de "Palácio das Artes". Nos anos subsequentes, a antiga estação serviu de sede para a Associação Musical de Sacramento "Banda Lira do Borá" e a "Associação de Artistas e Artesãos de Sacramento (ASAA)". Em 2009, durante a gestão do prefeito Wesley De Santi de Melo, serviu como sede do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural. Atualmente o prédio se encontra fechado a fim de ser restaurado.

A histórica estação ostenta um estilo eclético, de linhas singelas, traço comum entre as estações ferroviárias do final do século XIX e início do século XX, seguindo o modelo britânico. Sua presença é marcada por uma ampla varanda e um telhado de duas águas, com uma cúpula evocando as fortificações dos castelos ingleses.A estrutura é erigida em tijolos de adobe, com uma pintura predominantemente branca adornada com detalhes em azul "royal". A varanda apresenta um piso de pedra que envolve um gramado delimitado por uma cerca de madeira, oferecendo uma vista encantadora da rua. A estação ainda preserva um segmento de trilho e uma plataforma de deslizamento no gramado. No interior da estação, o forro e o assoalho são feitos de madeira, com portas e janelas de duas folhas, enriquecidas por detalhes nas maçanetas. O tipo de madeira predominante, possivelmente, é o cedro. A história do imóvel, cheia de transformações ao longo do tempo, ecoa através desses detalhes arquitetônicos e serve para preservar a memória da nostálgica era dos bondes elétricos de Sacramento. Este texto faz parte do Projeto 'Arquitetura e Memória: Inventariando o Patrimônio Edificado de Sacramento', que tem como objetivo divulgar a história das edificações de valor cultural e arquitetônico no município. Referências:CERCHI, Carlos Alberto. Memória Fotográfica de Sacramento. 1900-2000. Uberlândia MG: Gráfica Brasil. 2004.

CERCHI, Carlos Alberto. Os Bondes de Sacramento. Uberaba - MG: Pinti-Editora Artes Gráficas, 1991. P.163.

Jornal Lavoura e Comercio. Sacramento. Editorial de 17/10/1913Jornal Lavoura e Comercio. Sacramento. Editorial de 31/10/1913.

Livro de Leis e Decretos do Município de Sacramento, anos de 1892 a 1930. Disponível no Arquivo Público Municipal de Sacramento.

Livros de Atas da Câmara Municipal de Sacramento, anos de 1881 a 1904. Arquivo Público Municipal de Sacramento.

Livros de Impostos de Indústria e profissão, e predial, anos de 1890 a 1922. Arquivo Público Municipal de Sacramento.

 
 
 
bottom of page